Limites entre estética e saúde

Enviada em 10/01/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os limites entre a estética e a saúde. Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o desejo das pessoas por buscar cada vez mais aceitação social. Nesse sentido, os indivíduos sentem cada vez mais que precisão seguir a todos ou pelo menos a quase todos os padrões que lhe são impostos pela sociedade. Essa idéia pode ser ilustrada pelo psicólogo americano Abraham Maslow que acreditava que as pessoas são seres sociais que têm a necessidade de pertencer a um grupo.

Entretanto, é importante salientar que intervenções estéticas podem ser positivas para a autoestima e até mesmo para a saúde do ser humano. Nessa lógica não há problema em realizar procedimentos estéticos desde que feitos com consciência. Isso, pode ser exemplificado, pelo filme Extraordinário onde o personagem principal nasce com uma deformidade social e é obrigado a passar por algumas cirurgias estéticas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de palestras com médicos. Deve apresentar à população a importância de realizar intervenções estéticas com consciência e não só para que sejam aceitas em um determinado grupo social. A fim de que diminua cada vez mais os limites entre a estética e a saúde. Assim se consolidará uma sociedade mais saudável.