Limites entre estética e saúde
Enviada em 11/01/2021
Evidenciada pela mídia, moda, celebridades e redes sociais, a busca pela beleza está, cada dia mais, se tornando uma obsessão. Na contemporaneidade, o limite tênue entre a estética e a saúde vem se te tornando um grave problema, principalmente entre a população mais jovem. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possíveis medidas relacionas a esse tema.
Diante desse cenário, cabe destacar a cobrança da sociedade pela perfeição, bem como a distorção de imagem e conflitos internos, em especial entre a população feminina, como principais motivadores para o problema. Sob esse aspecto, as intervenções e procedimentos estéticos desnecessários e descontrolados tornam-se um risco, evidenciado, por exemplo, pela procura por clínicas clandestinas, onde os valores abaixo do mercado resultam em graves consequências e até mesmo em óbito. É, portanto, deturpada a percepção de que, mesmo com o perigo iminente causado tais fatores, nossa nação ainda conviva sem a resolução de tal empecilho.
Além disso, assim como na música ‘‘Pretty Hurts’’, onde Beyoncé destaca a perfeição como a doença da nação, na vida real também podemos observar tal situação. A modelo e atriz Andressa Urach, conta em seu livro ‘‘Morri para viver’’ sua luta pela vida após a infecção contraída pela aplicação de hidrogel, produto utilizado para preenchimento, e as diversas sequelas consequentes dos procedimentos cirúrgicos por ela realizados. Desse modo, é inconcebível que as autoridades responsáveis não destinem maior supervisão a esse triste panorama.
Portanto, ações são necessárias para resolver o impasse, de modo que o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, destine maior verba para a supervisão de clínicas, além de tornar obrigatório o acompanhamento psicológico antes de qualquer procedimento realizado por pura estética. Espera-se, com isso, diminuir os danos causados pela busca da perfeição, garantindo o amparo e segurança da população brasileira.