Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

No século XV, Leonardo da Vinci produziu o “Homem Vitruviano”, que representa um ideal de beleza e harmonia em suas proporções iguais. Atualmente, com toda a era digital presente no contexto social, um padrão de beleza é exposto como se fosse o único e correto, e isso, influência muitas pessoas a buscarem formas de se encaixarem nesse padrão, como as cirurgias plásticas. Com isso, os limites entre a estética e saúde são pensados de maneira preocupante, tanto pela banalização das cirurgias, como pela insuficiência de leis.

Cabe mencionar, em primeiro plano, que a banalização das cirurgias ajudou a aumentar o número de pessoas que procuram realizá-las. Sendo assim, as pessoas não se preocupam com os riscos que uma cirurgia pode trazer, se ela é invasiva, se causa sequelas e se pode causar até morte, dessa forma, se preocupam apenas em se encaixar no padrão. Desse modo, essa banalização coloca o Brasil entre um dos países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, nesse contexto, de acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, em 2018, no país, mais de um milhão de cirurgias plásticas foram realizadas.

Vale destacar, em segundo plano, que existe uma falta de leis no país, que proíbam a realização de cirurgias que colocam a vida das pessoas em risco. Conforme aponta Foucault, o homem e a vaidade movem o mundo e isso, pode chegar a um nível fatal. Como por exemplo, pessoas que realizam cirurgias em lugares clandestinos e com profissionais não capacitados, por conta do valor e do acesso, assim, terminam por colocar sua vida em risco. Dessa maneira, é evidente que leis severas sejam feitas para assegurar a saúde e o bem-estar das pessoas.

Diante do supracitado, portanto, medidas devem ser tomadas para que os limites entre estética e saúde sejam assegurados. Em suma, cabe ao Ministério da Comunicação promover propagandas que sejam divulgadas nas mídias e nas redes sociais, sobre a conscientização referente a não banalização das cirurgias plásticas. A fim de mostrar que toda cirurgia tem riscos e que não é correto incentivar outras pessoas a realizarem procedimentos estéticos para se encaixarem em um padrão, assim evitando a banalização da cirurgia plástica. Ademais, cabe ao Poder Legislativo criar leis mais rígidas que proíbam a realização de qualquer cirurgia plástica que coloque a vida de uma pessoa em risco, com o objetivo de evitar que possíveis danos a saúde e bem-estar do individuo sejam acarretados, à luz disso, assegurando realizações de cirurgias plásticas seguras.