Limites entre estética e saúde
Enviada em 09/01/2021
O filósofo Arthur Schopenhauer defende que que a saúde do indivíduo não pode ser colocada em risco sob nenhuma outra vantagem. Contudo, atualmente, para se encaixar nos padrões de beleza vigentes, muitas pessoas se submetem à procedimentos estéticos desnecessários, que podem causar danos à saúde. Esse problema, cujas causas de relacionam, sobretudo, à influência das mídias sociais nos padrões estéticos e acarreta, muitas vezes, no comprometimento da saúde do indivíduo.
Nesse viés, muitas pessoas são influenciadas pelos padrões estéticos cultuados nas redes sociais, como é mostrado no documentário Embrace. Essas pessoas desenvolvem sentimentos de insegurança em relação ao próprio corpo, por estarem fora do ideal de beleza constamente mostrados nas mídias, por conseguinte, se submetem à procedimentos estéticos desnecessários para modificar a aparência.
Seguindo essa premissa, os procedimentos estéticos podem não apresentar resultados desejados e causar danos à saúde. Segundo a revista médica Nature, nos últimos anos, houve um aumento considerável na quantidade de cirurgias com fins estéticos, e este aumento é proporcional aos casos de danos em consequência desses procedimentos. Muitas das pessoas que realizam esses procedimentos não sao devidamente qualificadas, assim pondo em risco a saúde dos indivíduos, podendo causar deformações corporais, comprometimento da visão e audição.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para minimizar os impactos dos procedimentos cirúrgicos na saúde do indivíduo, garantindo assim a integridade física deste, como preconiza Arthur Schopenhauer. Para tanto, o Ministério da Saúde, com auxílio da Polícia Civil, deve desenvolver campanhas para a fiscalização de profissionais da área da estética, com intuito de verificar a qualificação desses indivíduos e regulamentar os procedimentos estéticos.