Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

A estética e a saúde têm a capacidade de interferir no corpo e na mente dos individuos e pode ser fatal quando a primeira sobrepõe a segunda. Dessa forma, levando os indivuduos a modificarem seus corpos na busca pelos padrões estabelecidos pelo mercado. Além disso, pode-se apontar como mais uma das causas para as perigosas modificações cirúrgicas, as inferências feitas pelo senso comum de que pessoas corpulentas são doentes devido, unicamente, ao seu sobrepeso.

Nem sempre aqueles que desejam alterar seus corpos possuem recursos para tal, recorrendo assim a métodos alternativos perigosos. Por exemplo, o caso de Érika Cristina Santos Pereira, que morreu após fazer uma cirurgia de lipoaspiração na sala de sua casa no final do ano de 2020, ilustra bem como tal risco se apresenta na realidade. As medidas tomadas sem adequada reflexão resultam em casos como esse, fruto do fetiche do padrão corporal oferecido pela indústria.

Assim sendo, a associação de pessoas gordas ou magras demais a problemas de saúde não se justifica por uma lógica médica, mas sim no fato de que tais pessoas fogem ao padrão mórfico da sociedade. Com isso, vários influenciadores digitais oferecem ao público dietas e métodos para sanar essa necessidade de adequação do peso, as quais muitas vezes são nocivas. Por isso, sem o auxílio de um profissional esses meios são arriscados, podendo ocasionar patologias, tais como: bulimia, anorexia, desnutrição, depressão, dependência química etc.

Conclui-se que a influência mercadológica sobre as relações sociais, impõe padrões estéticos inalcançáveis, que levam à perda de saúde física e psicológica. Com isso cabe aos órgãos como o Ministério da Saúde, promover campanhas de conscientização sobre alimentação, forma e saúde. Aliado a isso uma modificação social proposta pelos meios de comunicação atentando à reflexão crítica sobre os moldes que são promovidos e impostos pela indústria.