Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

É notório que as mídias sociais acabam incentivando as pessoas a se encaixarem em padrões de beleza, principalmente os mais jovens os quais ainda não possuem um amplo conhecimento sobre os riscos derivados da adaptação de seus corpos a algo não natural. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: Os riscos à saúde e a falta de orientação adequada.

Sabe-se que, é frustrante observar um modelo ideal de beleza e não poder obter o mesmo resultado. Com isso, muitos jovens e adultos procuram intervenções cirúrgicas para modificar sua aparência. Acontece que, essas alterações acabam criando problemas à saúde e até mesmo à morte. Eles são precedidos de riscos que as pessoas não se importam em assumir e conviver posteriormente com eles. Foi veiculado nos canais de comunicação o caso do “Doutor Bumbum”, um médico que fez diversas vítimas, causando-lhes mal quando na verdade, prometia-lhes perfeição.

Além disso, a falta de orientação adequada acaba aumentando o número de vítimas, que por não terem total clareza dos riscos, permitem e buscam alterações. Assim, é necessário que as pessoas coloquem um limite entre a estética e a saúde, sem comprometer essa para satisfazer aquela. Muitos casos são noticiados, de pessoas que fazem procedimentos estéticos e depois se arrependem, o problema é que as consequências são ruins e quase sempre irreparáveis.

Diante do exposto, tem-se como papel importante dos profissionais que realizam tais operações, médicos e cirurgiões, o de observar os casos que lhe são apresentados e aceitar conforme a ética e o bom senso, sem colocar a saúde de seus pacientes em risco e sempre orientá-los sobre as possíveis complicações. Por fim, é necessário a criação de um programa de veiculação nacional com informações sobre os riscos que as pessoas se sujeitam ao tentar se adequar à padrões de belezas, podendo ser transmitidos em rádios e televisões, de autoria principal do Governo Federal e dos estados-membros. Assim, seria possível a diminuição da força que as redes sociais impõem à sociedade para se adaptar e, consequentemente evitar complicações e mortes decorrentes de alterações estéticas.