Limites entre estética e saúde

Enviada em 08/01/2021

Devido ao avanço da medicina, hoje é possível transformar partes do corpo humano. Através de cirurgias plásticas pode-se realizar mudanças impressionantes. Por certo, se elas são realizadas visando à saúde poderão auxiliar na melhoria da qualidade de vida. Entretanto, quando são realizadas com objetivos estéticos, podem ser prejudiciais à saúde.

Evidentemente, cirurgias plásticas como a rinoplastia (realizada na estrutura nasal) auxiliam na respiração proporcionando melhor qualidade de vida. Assim como, a mamoplastia (redução do volume dos seios) evita danos à coluna e fortes dores no pescoço. Logo, esses procedimentos proporcionam melhor qualidade de vida e bem estar.

Por outro lado, procedimentos cirurgicos visando à estética podem trazer consequências sérias ou até letais. Segundo o portal G1 (31/07/2020) seis pessoas morreram no Rio de Janeiro após realizarem hidrolipo. Em virtude da influencia midiática pregando um certo padrão de beleza feminina (magra, alta, com seios salientes), muitas mulheres acabam se sentindo feias e buscam melhorias através desses procendimentos. Todavia, nem sempre a história termina com um final feliz.

Além disso, por trás da ideia de corpo perfeito existe uma máfia pronta para vender remédios milagrosos para emagrecer, aparelhos ginásticos, cintas modeladoras, comésticos e as próprias cirurgias. Infelizmente, a ideia de vender um produto, muitas vezes, sobressai a preocupação com o bem estar da pessoa que irá consumi-lo.

Por fim, para minimizar esse problema é necessário que o Conselho de Cirugias Plásticas Brasileiro determine que antes de ser realizado qualquer cirurgia estética, a pessoa faça acompanhamento psicológico com um profissional especializado que busque ajuda-la a compreender se ela realmente precisa desse procedimento ou está sendo influenciada pela mídia a buscar algo que não precisa. Assim, diminuirão os casos de cirurgias estéticas e  as mortes por esses procedimentos.