Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

A saúde como grande limite

Atualmente, são inúmeras as intervenções estéticas, que vão desde o uso de suplementos alimentares até cirurgias eletivas ilegais, tendo como principal motivação à insatisfação pessoal com o corpo, e não à saúde. Ao contrário do que se poderia supor, esta é, quase sempre, relegada ao último plano quando se pensa em práticas ligadas à beleza. A saúde tem como pilares o estado de bem estar e o equilíbrio físico, mental e psicológico, no entanto, quando se fala em intervenções estéticas esses pilares são negligenciados, principalmente por dois motivos: os fatores sociais externos e os fatores pessoais.

A sociedade contemporânea promove de maneira massiva um padrão nada saudável de beleza. Não se encontra nas tvs, revistas ou cinema protagonistas diversos, que retratem as diferenças sócio, étnicas e culturais da sociedade real. Essa padronização da beleza somada ao apelo social pela competição e o sucesso a qualquer custo provoca a discriminação da multiplicidade, ou seja, quem não se enquadra no padrão se torna estranho.

Todas essas forças exógenas encontram em pessoas vulneráveis psicologicamente campo fértil. Características pessoais como baixa autoestima, distúrbios psicológicos e traumas podem ser gatilhos para procedimentos estéticos sem nenhuma necessidade. Essas intervenções não promovem o equilíbrio físico e psíquico uma vez que é fruto de um conflito interno que pouco tem a ver com o corpo físico. Um caso exemplar foi o do artista Michel Jackson que fez diversas cirurgias para trocar a cor da pele.

Por conseguinte, percebe-se que o grande limite entre estética e saúde deveria ser esta última. Não se trata de desvalorizar a beleza, é inegável os benefícios pessoais que ela traz, no entanto, a real motivação para qualquer tipo de intervenção estética deveria se fundamentar no conceito de saúde e não deixar que influências externas ou situações psicológicas desfavoráveis sejam absolutas na tomada de decisão. Conselhos de profissões como medicina, nutrição, psicologia e educação física, deveriam promover junto aos usuários desses serviços campanhas nacionais, aos moldes da campanha outubro rosa por exemplo,  para esclarecimento e infomação sobre todo o universo das intervenções estéticas..