Limites entre estética e saúde

Enviada em 11/01/2021

“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?” A famosa frase, atribuída à rainha má,do clássico infantil “Branca de Neve” expressa a preocupação estética vivenciada pela sociedade, na atualidade. Em consequência disso, com o avanço das ciências é possível aperfeiçoar ou corrigir traços indesejáveis do corpo, porém é necessário refletir acerca dos riscos à saúde fisica e psicológica inerentes a essas decisões.

Em primeiro lugar, é válido compreender que a insatisfação com a própria aparência é um paradigma, construido historicamente por meio da influência de culturas dominantes que impõe seus padrões de beleza e menosprezam a diversidade étnica de outras realidades, fenômeno intensificado pela globalização e advento dos veículos de comunicação em massa. Por exemplo, o ícone de Hollywood: Marilyn Monroe que até os dias de hoje é símbolo de formosura e sensualidade.

Vale salientar que o Brasil é líder mundial em cirurgias plásticas segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. O que intensifica a preocupação acerca dos perigos que esses milhares de pacientes estão expostos, como por exemplo ao excesso de procedimentos desnecessários e a escolha de profissionais não habilitados que resulta nos arriscados erros médicos.

Por outro lado, a saúde mental se constitui como fator importante. É necessário que o médico avalie com o paciente a real necessidade do procedimento. Pois, se acometidos de transtornos psiquiátricos muitas pessoas podem buscar um padrão inatingível de perfeição, como é o caso das “Barbies Humanas”, que para se tornarem “perfeitas” iguais a famosa boneca,ficam irreconhecíveis.

Portanto,deve-se discutir os limites entre estética e saúde, o MEC por meio de campanhas anuais deve promover palestras nas escolas, ministradas por psicólogos a respeito da construção da auto-estima e dos benefícios e malefícios das técnicas de embelezamento, como também rodas de conversas com médicos especializados na área.