Limites entre estética e saúde

Enviada em 13/01/2021

No filme “O mínimo para sobreviver” conta a história de uma jovem de 20 anos, que passou toda a sua adolescência lutando com a anorexia, até que decide ir em busca de ajuda. Em vista disso, a procura por mudanças e transformações no corpo se tornou comum no Brasil com as cirurgias estéticas. Portanto, nem sempre é seguro para a saúde a realização desses procedimentos, em razão de alguns deles serem realizados clandestinamente e por conta da padronização de um corpo ideal imposto pela sociedade. Diante dessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, é válido destacar a grande procura pelas cirurgias estéticas e pelo seu alto valor cobrado pelos médicos, dessa forma, levando muitos pacientes a procurar pelas clinicas clandestinas para a realização desses procedimentos. Ademais, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), apresentou dados, onde mais de 90 mil cirurgias plásticas foram realizadas clandestinamente no Brasil no ano de 2018, trazendo consigo os seus riscos por não serem feitas por profissionais especializados, não possuírem estrutura adequada e não acompanharem os pacientes nos pós-operatório. Sob essa ótica, fica evidente os perigos de quem procura realizar um procedimento nesses lugares, pondo sua própria vida em risco.

Outrossim, a busca e idealização de um corpo perfeito imposto pelos padrões da sociedade, é outro fator pelo grande número de buscas de cirurgias estéticas e reparadoras. De forma análoga, a boneca Barbie, conhecida mundialmente, foi e continua sendo referência para essa padronização de corpos, contudo, se fosse ampliada para o tamanho humano, suas medidas não conseguiriam sustentar o peso do corpo humano, segundo informações do Huffington Post. Por conseguinte, essa valorização em corpos de medidas irrealistas para a saúde, deveria ser banalizada imediatamente.

Infere-se, portanto, que medidas devam ser tomadas em questão dos limites entre estética e saúde. Cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente dos meios midiáticos realizar propagandas informativas, em questão dos perigos ao se realizar um procedimento estético para a saúde e a banalização de padrões de corpos. Assim sendo, apresentarem essas informações em horários de maior audiência televisiva, a fim de atingir um maior público. Desse modo, fazer com que as pessoas tenham consciência do risco que estarão se submetendo ao realizar esses procedimentos, tendo a finalidade de tomarem suas decisões por vontade própria, sem influência da sociedade sobre o seu corpo.