Limites entre estética e saúde
Enviada em 24/01/2021
Durkhein defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse contexto pode-se afirmar qu a institucionalização do capitalismo como um elemento socio-cultural provocou a mercantilização da aparência. Desse modo construindo uma realidade em há a valorização da estética indiferente a preocupação com a saúde, demonstrando um complexo dilema contemporâneo.
O advento do capitalismo provocou um cenário dominado pelo mercado de consumo. Nessa visão todas as tendências sociais representam potências meios de lucro, sendo assim, o culto a estética tornou-se alvo desse mercado. Os setor de procedimentos estéticos deixou de ser uma área de desejo para se torna um elemento essencial para uma vida realizada. Logo demonstrando uma preocupante inversão de valores.
Hodiernamente esse cenário foi intensificado pela inserção dos influenciadores digitais no cotidiano do brasileiro através das redes sociais. A presença regular desse grupo promoveu uma busca por um padrão inalcansável. A divulgação por publicidade de procedimentos estéticos destaca fragmentos estratégicos de modo a gerar um sentimento de necessidade a um público que na maior parte do tempo não está preparado, impulsionando assim uma série de problemas de ansiedade.
Toda essa questão construiu um complexo cenário marcado pela mercantilização da aparência. De modo a amenizar os efeitos desse processo, deve-se promover uma visão crítica em relação as consequências da padronização estética e alienação provocada pelas mídias socias em massa. O Conselho de Regulamentação da Publicidade (CONAR) deve proibir a publidade inconsequente de procedimentos estéticos nas redes sociais, aplicando multas e restrições de público para tais atos. Destarte, direcionando a um cenário que priorize a sáude.