Limites entre estética e saúde

Enviada em 07/02/2021

De acordo com os fatos históricos, durante a idade média (ou idade das trevas) o padrão de beleza feminino era baseado em uma figura que possuía grande volume de massa corporal. No entanto, na contemporaneidade, essa realidade se apresenta de forma extremamente contrária, de modo que quanto mais magra, mais bonita. Contudo, qualquer padrão de beleza extremista e inflexível pode gerar grandes prejuízos a saúde, bem como uma forte exclusão social.

Dessa forma, no filme “O mínimo para viver” a protagonista sofre de uma anorexia advinda da tentativa de emagrecimento; ela é levada para um centro de recuperação e ainda assim não consegue se recompor, chegando muito próximo de uma condição de óbito. De mesmo modo, o padrão estético feminino imposto pela mídia acaba influenciando muitas jovens e adultas, as quais, muitas vezes, se expõem a situações extraordinárias - como dietas incorretas e procedimentos cirúrgicos inadequados - na tentativa de alcançar um corpo padrão e perfeito, tendo como resultado em muitos casos, complicações de saúde.

Ademais, em outro filme denominado “Preciosa”, a jovem Claireccee enfrenta diversos episódios de discriminação e exclusão social por ser preta e sofrer de obesidade. Com isso, na sociedade brasileira o cenário não é muito distinto (principalmente entre os jovens) aonde as mulheres costumam ser mais valorizadas pelos seus corpos, cor de pele e textura do cabelo, sendo excluídas de grupos sociais, empregos e outros cenários.

Partindo do exposto, é essencial que o Ministério da Saúde (MS) promova campanhas de aceitação corporal, mediante recursos midiáticos, a fim de reduzir a condição da padronização corporal, principalmente entre o público feminino. Além disso, é de elevada importância que o Ministério da Educação, junto ao MS, realize propagandas de acolhimento social, por meio de recursos midiáticos, com finalidade de minimizar diferenças de raça e corpo, visto que é prejudicial à saúde.