Limites entre estética e saúde
Enviada em 28/04/2021
É adoecedora a forma como é estruturado o ideal de beleza. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país com o maior número de intervenções plásticas do mundo. O motivo para esta problemática é a banalização da cirurgia estética, que por muitas vezes, pode levar os pacientes a óbito, ou por não procurar bons cirurgiãos, ou por procurar pelas famosas clínicas clandestinas, que além de cobrarem um preço abaixo da normalidade, realizam cirurgias proibidas, como a retirada de costelas. Remediar tal problemática é imprescíndivel.
A priori, vale ressaltar que de 1,5 milhões de pacientes que realizaram procedimentos de beleza em 2018, 87,4% são mulheres. De acordo com o cirurgião plástico Douglas Jorge, quando a pessoa deseja alguma mudança, não importa a região do corpo, geralmente é por influência externa, como pelo sistéma midiático, que motra e enaltece diariamente o corpo extremamente magro ou o nariz europeu, por exemplo, enraizando assim um padrão de beleza, levando a vulgarização e banalização das intervenções puramente estéticas, que podem levar a morte, como o caso da influenciadora Liliane Amorim, que morreu em janeiro de 2021, após complicações de uma lipo aspiração.
A prosteriori, é de suma importância salientar a taxa de cirurgias feitas em clínicas clandestinas, que de acordo com o jornal Jmonline, mais de 90 mil intervenções são realizadas de forma clandestina no país. Segundo o cirurgião plástico Adriano Peduti, essa realidade apresentada, em que praticamente metade dos procedimentos é feita por médicos não habilitados, é um risco, porque a maioria das complicações e mortes está associada a estes procedimentos clandestinos, feitos por médicos não registrados na SBCP. Esses lugares são insalubres, podendo gerar infecções após a realização dos tratamentos.
Portanto, é preciso que profissionais da saúde realizem campanhas midiáticas que conscientizem a população sobre os perigos de banalizar procedimentos estéticos, ou de realiza-los em locais não autorizados, que esclareça para as pessoas o risco de morte que elas correm. É necessário também que o governo disponibilize psicólogos gratuitos, para que os indivíduos que pretendem realizar esses tratamentos, revejam com a ajuda dos profissionais, se elas realmente precisam fazer essas intervenções. A fim de diminuir a taxa de mortalidade e de cirurgias com complicções graves no Brasil.