Limites entre estética e saúde

Enviada em 03/06/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à saúde, igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que impasses relacionados a estética encontra -se efetivado na sociedade. Desse modo, o capitalismo em consonância com os distúrbios psicológicos são os principais pilares desses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a busca pelo capital como impulsionador da problemática. Destarte, de acordo com IBGE, as indústrias de beleza geram uma economia de 29 bilhões de dólares por ano. Por essa perspectiva, as clínicas de beleza alimentam-se das frustações da população, pois os cidadãos buscam alcançar um padrão de formosura inalcançável. Dessa forma, gastam muito com cirurgias e produtos estéticos.

Ademais, surge os problemas psicológicos como resposta desse alarmante panorama. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, a depressão advém da insatisfação do outro com você ou consigo mesmo. Sob essa ótica, humanos ao e preocuparem exageradamente mais com a estética do que com a saúde acabam por gerar doenças mentais como: anemia, bulimia, anorexia. Assim, deixam de desfrutar de um direito basilar à saúde.

Portanto, com intuito de mitigar as complicações da estética, urge que o Estado, como principal promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em propagandas que exaltem outros padrões de beleza, que por meio da mídia a população assistiria e aumentaria a sua autoestima e empoderamento. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.