Limites entre estética e saúde
Enviada em 20/05/2021
As Cirurgias Plásticas revolucionaram a Medicina à medida em que deram as oportunidades para que o homem modificasse partes do corpo que, antes, se pensava serem imutáveis. Entretanto, tais procedimentos contribuíram para a tenuidade da linha entre a saúde e a estética, o que coloca em risco a vida de diversos cidadãos. Nesse sentido, é preciso entender como esse quadro afeta mulheres e homens.
Convém ressaltar, antes de tudo, como a busca excessiva pela beleza pode colocar em risco a saúde feminina. Diante disso, o filme “Beleza Americana” retrata a insatisfação pelo próprio corpo por parte de uma garota que, para modificá-lo, tenta alocar o máximo de dinheiro possível, sem se importar se isso será benéfico à sua saúde. Similarmente, na atualidade, muitas mulheres, através de uma busca excessiva da estética ideal, infelizmente, acabam priorizando a beleza ao invés da vida. Assim, necessita-se do combate à transgressão do limite entre cuidados e padrões, que pode levar até a morte.
Além disso, é importante analisar como o público masculino é afetado pela busca por músculos em detrimento da procura pela saúde. Sob tal ótica, o exemplo do “Hulk brasileiro”, que usou Synthol - substância proibida no Brasil, pois pode acarretar embolia pulmonar ou infarto - para obter maior musculatura, mostra a idealização estética que muitas pessoas adotam sem nem mesmo medir suas consequências. Dessa forma, nota-se como alguns homens colocam em risco seu bem-estar na busca pelo “corpo perfeito”.
Infere-se, portanto, que é necessário tornar evidente para a sociedade os limites entre estética e saúde. Destarte, é mister que o Ministério da Saúde crie uma campanha que conscientize os indivíduos a não seguir o caminho da busca em excesso pela beleza, por meio de aulas e acompanhamento psicológico para toda população, em escolas, postos de saúde e hospitais, que enfatizem os riscos de priorizar o belo e não o saudável. Sendo assim, as cirurgias que revolucionaram a Medicina servirão ainda mais para salvar vidas e não para prejudicá-las.