Limites entre estética e saúde

Enviada em 24/05/2021

Bichectomia. Lipoaspiração. Rinoplastia. Procedimentos vistos atualmente, como fórmula para os indivíduos fora dos padrões estéticos.No entanto, esses métodos deveriam ser realizados por inevitabilidade para o equílibrio do corpo humano e hoje, infelizmente, são efetuados com o intuito de enquadrar esteticamente. Sendo assim, medidas são necessárias para resolver esse impasse.

Sob esse viés, destaca-se a importância de analisar como a mídia influencia diretamente com a criação do “Padrão de beleza”. O filme “Meninas Malvadas” lançado em 2004, já mostrava a definição do que é bonito ou não dentro de uma padronização, uma vez que, as personagens principais como Regina George e Karen eram vistas como rainhas do colégio americano, devido seus corpos magros e definidos. Por outro lado, as demais estudantes eram vistas como súditos. A realidade não está distante das telas, a preocupação em ser vista como “bonita” está entre muitas brasileiras, exemplo disso são os influenciadores digitais.

Em adição, segundo o levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética,o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. As consequências de tantos procedimentos sem a necessidade relacionada a saúde aflige cada vez mais. Exemplificando, pode-se mencionar a digital influencer Sthefane Matos que após realizar diversas rinoplastias o seu nariz teve a cartilagem exposta. A figura pública afirmou em suas redes sociais o medo que sentiu: “Sempre busquei a perfeição que, de fato,não existe”.

Fica evidente, portanto, que é importante valorizar as diversas belezas por ser formadora do contentamento estético.Nesse sentido,é papel da mídia juntamente com as empresas, setor responsável por fabricar cosméticos, que invistam em todo o público utilizando modelos para as propagandas de diferentes aparências. Dessa forma, o conceito de beleza se expandirá mostrando que o de Regina Geoge não é único e sim mais um.