Limites entre estética e saúde

Enviada em 01/06/2021

No livro “Flores Para Algernon”, de Daniel Keys, vivência a história de Charlie, deficiente mental que passa por uma cirurgia de aumento de Quociente de Inteligência que visava alçar uma mente superhumana. De maneira semelhanteoga à ficção, uma busca incansável por um corpo dito perfeito, reverbera um problemático ideal, na qual a estética ultrapassa os limites da saúde. Nesse sentido, tais obrigações que idealizam o corpo “ideal” acarretam consequências à sua saúde, como doenças físicas e psicológicas.

Em primeiro plano, os movimentos eugenistas do século 19 e 20, que deram início à Guerras Mundiais, pregavam que existia uma raça perfeita - a branca-, tendo como base argumentativa a teoria proposta por Charles Darwin, a Seleção Natural. Paralelamente à história, na contemporaneidade, a pressão colocada pela indústria para a população alcançar um padrão estético, delimita a individualidade de cada um e acarreta consequências à saúde. Nesse sentido, tais pessoas passam por cirurgias arriscadas a fim de redesenharem seus corpos, com objetivo de pertencer um grupo seleto, dito perfeito e romantizado. Desse modo, a vitalidade é prejudicada, uma vez que refazem partes anatômicas -que podem acarretar doenças a outras partes do corpo-, além de fazerem procedimentos muito invasivos que podem causar infecção, podendo ser letal à essas pessoas.

Outrossim, a saúde mental também fica prejudicada por tal padrão estético. No filme “O Mínimo para Viver”, do serviço de streaming Netflix, narra a história de uma jovem que sofre com anorexia e que encontra um grupo de apoio que passa pelo mesmo problema. De maneira análoga à ficção, o desejo de pertencer o padrão corrobora uma mentalidade doente, pois a sociedade os pressionam dizendo que precisa ter o corpo magro, o cabelo liso e o tom de pele claro, alegando ser a estética a correta. Desse modo, tais pesquisam dietas restritivas ou poemas em risco características marcantes em prol de tal pensamento, agredindo a si mesmos e nutrindo um psicológico vulnerável. Nesse sentido, essas pessoas podem desenvolver depressão, transtornos de personalidade, alimentar e de imagem, preocupados de nunca alcançar esse ideal. Diante disso, esse panorama suscita ações governamentais que auxiliam no problem.

Diante dos argumentos supracitados, fica evidente como a estética, muitas vezes, ultrapassa os limites da saúde. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde, oferecer palestestras em todas as instituições escolares, que visa a disseminação da informação a respeito dos ricos que a busca pelo corpo ideal pode causar na saúde.Tal palestraseria feito por meio de profissionais de saúde, a fim de evitar consequências à saúde da população e colapso na saúde pública.