Limites entre estética e saúde

Enviada em 13/06/2021

Após a segunda guerra mundial, iniciou nos países capitalistas o “Estilo de vida americano”, em que se pregava uma padronização nas estéticas sociais. Entretanto, observa-se, no Brasil, a continuidade da ausência de uma aceitação universal na diversificação corpórea nas campanhas publicitárias. Isso ocorre devido a aplicação de um padrão estético necessário para viver em harmonia, além da falta de cirurgiões plásticos capacitados para definirem limites aos procedimentos estéticos desnecessários.

Em primeiro plano, é importante descatar que a sociedade brasileira é historicamente preconceituosa, visto que não conseguem aceitar a diversificação social. A respeito disso, de acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica(SBCP), em 2018, foram realizados 1,7 milhões de cirurgias estéticas no Brasil. apenas com o intuito de se encaixar no padrão estético. Sob essa lógica, isso acontece pelo fato que as revistas e mídias sociais, bombardeam diariamente o cérebro humano com imagens de celebridades que são consideradas perfeitas e devem ser seguidas por todos. Com isso, a população ficará fanática por um modelo estético visual e podendo causar danos ao seu próprio corpo para alcançar a perfeição estética.

Sob outro prisma, é necessário a profissionalização de cirurgiões plásticos para definirem um limite aos procedimentos estéticos aos indivíduos. Análogo a isso, no artigo da União Pioneira de Integração Social(UPIS), muitos pacientes que procuram profissonais estéticos possuem um Transtorno Dismórfico Corporal, essa pessoa quando se olha no espelho não se agrada com sua aparência. Nesse sentido, os médicos devem imediatamente examinar possíveis transtornos nos pacientes, assim, esse cidadão ficará ciente da sua doença, podendo evitar problemas futuros ao seu corpo. Efetivamente, essa ação irá encaixar o limite entre estética e a saúde.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esse imbróglio. Destarte, cabe a Mídia - principal meio de comunicação - realizar a contratação de pessoas com aspectos corporais mais variados, a fim de expandir a diversificação estética e extinguir os esteriótipos estéticos inseridos na população. Os centros de especialização em estética podem, ainda, ensinar aos futuros profissonais em beleza, a examinar possíveis transtornos estéticos nos pacientes. Desse modo, alcançar-se-á a extirpação das contrariedades supracapacitadas, como visto na criação do modelo “Estilo de vida americano”.