Limites entre estética e saúde
Enviada em 27/08/2021
Na obra cinematográfica, “O mínimo para viver” retrata sobre uma jovem anoréxica, Ellen, de 20 anos que passou sua adolescência em diversos programas de reabilitação, porém, a cada ano que se passava, ela emagrecia cada vez mais. Com isso, ela precisa descobrir como confrontar seu vício e gostar de si mesma para conseguir prosseguir. No Brasil atual, o principal grupo afetado pelo extremo cuidado com sua estética, são as mulheres, que estão sempre à procura do corpo ideal.
Primeiramente, o que acaba enfatizando o padrão de beleza nas mulheres, são as redes sociais, que são publicadas frequentemente por “digitais influencers”, fotos com o cabelo hidratado, pele sem nenhuma imperfeição, barriga lisa, coxas definidas e braços finos. Assim, o público que vê essas fotos, acaba se comparando com o seu corpo, dessa maneira acaba achando diferenças, deste modo, indo a procura de procedimentos estéticos, por achar que esse padrão utópico criado pela sociedade é o único que as pessoas vão achar bonito. Segundo o Jornal da Universidade de São Paulo (USP), “a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos está cada vez maior. Aumentou de 17,4% em 2014, para 47,5% em 2016”.
Portanto, isso ainda continua sendo um problema, pois a cada dia que se passa, são criados novos procedimentos estéticos, consequentemente, naturalizando essa procura do corpo não real. Entretanto, a constante realização de procedimentos trazem um grande malefício para a saúde, tanto psicologicamente, pela frustração de não estar satisfeita e sempre querer mais , quanto fisicamente, pois acaba sobrecarregando o seu organismo, por não estar mais de uma forma natural, assim podendo levar a casos mais graves. No começo de 2021, o telejornal Jornal Nacional, mostra um caso de uma jovem que faleceu em um novo procedimento cirúrgico, chamado “Lipo Led’'.
Destarte, para a sociedade compreender que não existe um corpo perfeito, o Ministério da saúde precisaria entrar em ação, realizando uma propaganda impactante (que deveria ser publicada nas redes sociais, onde seria o público alvo), mostrando os malefícios da procura do físico ideal, e, reforçar que, marcas, celulites, estrias, gordura, rugas e outros, é comum, e, não é vergonha aceitar isso. Os resultados seriam a longo prazo, pois a desconstrução de um pensamento acaba levando tempo e reflexão, para que, assim, os jovens da contemporaneidade, que são o futuro do mundo, pensem de uma maneira melhor.