Limites entre estética e saúde

Enviada em 17/09/2021

Na grécia antiga o culto ao corpo era um hábito de muita honra, e tal costume atravessou os anos até os dias atuais, que através da mídia prega o corpo perfeito, dessa forma milhares de pessoas todos os anos veem nas intervenções estéticas a solução para as suas “imperfeições”, e uma forma de alcançar o tão sonhado “corpo ideal”.

Primeiramente, é válido ressaltar que o crescimento pela busca da perfeição não é atual, desde seus primórdios os seres humanos tentam encontrar características belas em si, porém com o exponencial crescimento das mídias sociais o padrão de belo tornou-se algo obrigatório a todos, e aqueles que não se encaixam no molde são considerados “feios”.        Além disso, com a busca incansável do belo, milhares de pessoas todos os anos recorrem às intervenções estéticas, e em muitos dos casos não se tem a necessidade de tais mudanças. Dessa maneira, a banalização dessas cirurgias é notória, segundo dados da ISAPS- Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica- o Brasil ocupa no ranking mundial o segundo país com mais intervenções estéticas, sendo em sua maioria feitas pelo público feminino.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Desse modo, compete ao MS-Ministério da Saúde- juntamente com a ISAPS promover campanhas de conscientização sobre as intervenções estéticas. Essa ação deve ser feita por meio de campanhas publicitárias, simpósios e palestras, uma vez que, com a maior informação do publicos sobre tal problemática ocorra uma diminuição dos números de operações estéticas desnecessárias, com o objetivo de desmistificar a ideia de que todos devem seguir o ideal de um corpo sublime, promovendo uma maior aceitação entre a população.