Limites entre estética e saúde
Enviada em 20/10/2021
Desde a época que o homem vivia em tribos, havia a necessidade de diferenciar, fisicamente, um grupo de outro, usando marcas corporais como pinturas, adornos e cicatrizes, ou vestimentas únicas, formando uma estética. Por consequência, nos dias atuais, observa-se uma busca por um estilo entre as pessoas, ou uma melhor aparência para a sociedade, fazendo pessoas arriscarem a própria saúde, por um corpo ideal. Esta estética nociva é causada por uma valorização do ter acima do ser na, bem como o falso mundo das redes sociais.
Como citado anteriormente, a sociedade tem uma grande influência negativa no que se refere a aparência que se deve ter, pois as pessoas são julgadas pela vestimenta, pelo corpo, pelo modo de andar, antes de mostrarem quem realmente são. Isso é gerado por um preconceito estrutural, fazendo com que as pessoas se preocupem mais com o físico do que com a saúde ou a própria ética. Toda essa cultura formada, cria padrões de beleza, que dizem como as pessoas devem se parecer, independente de seus gostos pessoais. Como resultado, é arquitetada uma sociedade alienada, com preocupações chulas e desnecessárias.
Nesse viés, pode ser considerado, também, a influência das redes sociais, que criam exigências ainda maiores para o corpo ideal, através de filtros, montagens e outras modificações artificiais, que, muitas vezes, pode levar pessoas,de forma irracional, a um desgosto com seu corpo. Este quadro se torna ainda mais preocupante com jovens ouvindo, desde o inicio de sua vida, que seu corpo não é belo o suficiente. Outrossim, a influência da mídia em disseminar ainda mais essas exigências, com modelos “perfeitas” e as roupas da moda, piora o panorama. Por conseguinte, pode-se notar um aumento na quantidade de pessoas com problemas de aceitação da sua aparência, e do número de modificações corporais.
Sendo assim, conforme os argumentos citados, problemas de valor social e de impactos negativos devem ser solucionados. Assim, a mídia, essa responsável pela circulação de informação, deve passar a divulgar os trabalhos de médicos e nutricionistas, através de entrevistas e palestras nos meios de comunicação, como televisão e rádio, para ter-se uma cultura de hábitos Mais saudáveis. Além disso, a sociedade, por meio de uma mudança de valores, deve julgar as pessoas pelo que são, não pelo que têm ou pela sua aparência, diminuindo o preconceito pelas roupas que alguém usa ou pelo seu corpo.