Limites entre estética e saúde

Enviada em 22/04/2022

A partir do século XIX, as mulheres tiveram diversas conquistas, como o direito de votar, opinar e ter igualdade no trabalho. Embora a sociedade brasileira tenha aberto espaço para esses indivíduos serem livres, no século atual a indústria do consumo tem feitos essas pessoas escravas de um padrão inatingível de beleza. Nesse sentido, é preciso destacar dois aspectos importantes, a má influência midiática e o consumismo.

Em primeira análise, evidencia-se que a má atuação da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, ‘‘O que foi criado para ser instrumento do bem não deve ser convertida em mecanismo de opressão’’. Dessa forma, isso pode ser visto na questão da cirurgia plástica, a sociedade brasileira responsável por tal, registrou mais de 1 milhão de casos de cirurgias feitas no ano de 2019, grande parte desses procedimentos foi feito em jovens, que influenciados pelas mídias e buscando um padrão de beleza inexistente, acabam pondo suas vidas em risco sem necessidade.

Além disso, é notório que o consumismo imposto pela indústria é outra motivação para a perpetuação desse problema. Desse modo, vale mencionar a brasileira Edmara Silva, que após tomar um chá de ervas para fim de emagrecimento, sofreu uma grave doença que acarretou sua morte. Nessa perspectiva, a indústria de cosméticos tem um papel maléfico, pensando somente com quanto irá lucrar, lançando a cada dia mais remédios e chás contra indicados, sem pensar na saúde dos cidadãos.

Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de resolver a problemática em questão. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve desenvolver propagandas nas redes sociais mostrando o real corpo das pessoas, para que o público saiba suas necessidades e não se sujeitem a procedimentos desnecessários. Ademais, esse Ministério deve fiscalizar as empresas que produzem medicamentos para esses fins, para que possam fazer mais testes e comprovar sua eficácia antes que cheguem a população. Talvez assim, a sociedade irá progredir e o final trágico de Edmara não terá espaço na sociedade atual.