Limites entre estética e saúde
Enviada em 30/10/2022
É notável o desenvolvimento da medicina no último século e a sua contribuição para a melhora da qualidade de vida das pessoas. Contudo, o aumento vertiginoso e, muitas vezes, excessivo, de cirurgias plásticas tem ultrapassado os limites entre a saúde e a estética. Esse fato ocorre devido à busca pela aceitação do indivíduo em sociedade e à fragilidade das relações interpessoais.
Primeiramente, é importante destacar que o quadro de assimetria social em debate deriva de uma busca do indivíduo pela adequação de suas características físicas frente aos padrões de beleza ideais impostos pela sociedade. Nesse contexto, relembra-se que, para o filósofo grego Aristóteles, o ser humano é animal social. Desse modo, para o convívio social, ele busca adaptar-se em sociedade.
Com efeito, é pertinente destacar que, muitas vezes, o excesso de cirurgias plásticas decorre da fragilidade das relações interpessoais em sociedade, a qual o sociólogo Zygmunt Bauman classifica como sendo uma constante validação do indivíduo em relação ao grupo. Ainda segundo o autor, isso ocorre devido a liquidez das relações. Dessa forma, o indivíduo se mantém em busca da aceitação do coletivo por meio de procedimentos estéticos.
Portanto, para combater tais problemas será criado um projeto intitulado “Meus traços, minhas digitais”, o qual por meio do Ministério da Educação, implementará a criação de Feiras Culturais e debates nas escolas, em que serão valorizadas as características individuais das pessoas. Somado a isso, o Ministério da saúde promoverá peças publicitárias de conscientização em relação aos riscos inerentes aos procedimentos estéticos.