Limites entre estética e saúde

Enviada em 13/09/2023

No padrão de beleza, a saúde deve ser fundamental

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), houve um aumento global de 19,3% nos procedimentos realizados por cirurgiões plásticos em 2021, com mais de 12,8 milhões de procedimentos cirúrgicos e 17,5 milhões de procedimentos não cirúrgicos. Esses dados mostram que a busca pelo padrão de beleza e a insatisfação com o próprio corpo tem levado muitas pessoas a extrapolarem os limites entre estética e saúde, o que torna imprescindível o equilíbrio entre ambas, a fim de garantir que a vaidade excessiva não cause danos à saúde.

A princípio, vale ressaltar que as intervenções estéticas podem aumentar a autoestima e, consequentemente, a saúde mental que é importantíssima, pois ela impacta diretamente na qualidade de vida de uma pessoa. O problema é que em busca da “perfeição” muitos acabam colocando suas vidas em perigo, aceitando cegamente qualquer procedimento estético. Vale qualquer sacrifício para estar nos moldes do padrão de beleza imposto pela sociedade. E, nesses casos, em vez de trazer benefícios, a estética pode desencadear o adoecimento emocional, impactando negativamente na saúde física e mental das pessoas.

Há, portanto, um paradoxo na relação entre a estética e a saúde que têm tudo para serem aliadas do bem-estar, desde que a saúde geral seja sempre prioridade e que os procedimentos estéticos sejam realizados por especialistas da área em questão, a fim de que, ao tentar corrigir imperfeições na aparência, não se obtenha resultados desastrosos. Ficando claro que o limite entre estética e saúde é a consciência e bom senso de cada um, pois existem diferentes tipos de corpos e todos precisam ser valorizados e respeitados.

Diante do exposto, fica claro que a saúde deve estar sempre em primeiro lugar, e, portanto, é necessário que o governo crie campanhas de conscientização dos riscos que se corre ao realizar procedimentos estéticos, campanhas de incentivo às atividades físicas, alimentação saudável, e, principalmente, valorização dos diferentes tipos físicos, a fim de que as intervenções estéticas sejam aplicadas somente quando necessárias, contribuindo para uma vida mais saudável e feliz.