Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 21/10/2025
No filme “17 outra vez”, observam-se comportamentos hostis na adolescência e também na vida adulta. Na obra, o protagonista volta a ter 17 anos deparando-se com cenas de bullyng, linchamentos públicos e humilhação de alguns alunos. No entanto, fora da ficção, esse cenário é recorrente atualmente, visto que a tendência popular de formar um padrão ou de criar bolhas de opiniões segregam a popula-ção e repelem o diferente. Dessa maneira, é essencial a implementação de medidas públicas efetivas para proporcionar um ambiente de respeito mútuo às diferenças de cada indivíduo, assegurando a liberdade de expressão.
Em primeira análise, é importante ressaltar como a manipulação do algoritmo contribui para esse cenário violento e repressor da sociedade atual. Nesse contex-to, as redes sociais sempre sugerem os mesmos temas para os usuários, criando uma bolha de pensamentos repetitivos, alienando o cidadão, o que impede a realização de um diálogo racional. De maneira análoga, conforme o pensamento do filósofo Habermas, é por meio da comunicação que se torna possível o entendi-mento mútuo e o exercício pleno da democracia. Desse modo, é fundamental que esse elemento seja restaurado, para ser praticado de maneira livre e racional.
Outrossim, a polarização de ideias influencia grande parte da população a atrofia-rem sua capacidade de pensar criticamente. Assim como evidenciado pelo conceito filosófico do egoísmo gregário, a sociedade se tornou um grande rebanho, com as mesmas ideias e pensamentos, então, ao se depararem com o diferente, tendem a repeli-lo. Somado a isso, salienta-se o conceito de banalização do mal criado pela filósofa Hannah Arendt, o mal pode se tornar banal quando a sociedade age forma acrítica diante das injustiças, naturalizando a violência e a exclusão.
Diante dos fatos expostos, para construir uma sociedade crítica e respeitosa, cabe ao Ministério das Comunicações - órgão responsável por garantir que a informação chegue a todos os cidadãos - em parceria com o Ministério da Educação, criar campanhas em praças públicas que orientem a população sobre a importância de pensar criticamente e respeitar a individualidade, por meio de palestras com profissionais, como educadores e psicólogos. Assim sendo, será possível obter uma sociedade democrática e cordial.