Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 27/09/2020
Segundo a teoria de Thomas Hobbes, o Estado foi criado para mediar conflitos entre os homens e, junto com a justiça atuariam desde então como reguladores da ordem social. Entretanto, com o surgimento da internet e o anonimato proporcionado, houve a necessidade de uma juridicidade virtual. A ineficiência dessa solução retomou os conflitos digitais, proporcionando linchamentos virtuais. Em vista desse quadro, para um ambiente virtual pacífico, são imprescindíveis intervenções da justiça do país e uma mudança de comportamento de seus usuários.
É preciso entender, primeiramente, que a impunidade nas redes virtuais estimulam comportamentos violentos. No livro II de “A República”, o filósofo Platão descreve o mito do Anel de Giges, em que um anel mágico concede a invisibilidade para seu portador, porém também cria o dilema: usá-lo para o bem ou para o mal? Esse fenômeno é visto novamente nos dias atuais com o anonimato na interne. Deste modo, é perceptível a urgência de uma reestruturação que acabe com essa injustiça com intervenções do Estado.
Além disso, é essencial mostrar a gravidade social dos linchamentos após a criação da internet. Em um momento que antecede a internet, a repercussão de notícias era lenta e ineficaz nos dias atuais, os limites são inexistentes, gerando consequências imediatas em que a emoção age detrimento da razão. Assim, é primordial uma reeducação por meio de projetos de ensino básico que diminua comportamentos violentos na internet.
Portanto, entende-se que para um ambiente virtual harmônico são necessárias reformas estruturais e da mentalidade popular. Para isso, o Governo - representado pelo Ministério da Justiça - deve adotar medidas de punição para possíveis crimes virtuais através dessas mesmas tecnologias. Ademais, o Ministério da Educação deve promover projeto educacionais - sobre o uso benéfico da utilização da internet. Feito isso, poderá se caminhar para um estado digital não hobbesiano, sem conflitos e com grande união.