Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 27/09/2020
“Black Mirror” uma popular série britânica que tem a ideia é mostrar realidades diferentes futurísticas onde a tecnologia grande influência. Em um de seus episódios,pessoas começam a morrer de maneira misteriosa após serem vítimas de linchamentos virtuais e terem seus nomes ligados a “hashtag” ‘’#DeathTo’’e o que era para ser um simples episódio vem se tornando realidade gerando uma imensa discussão do quão longe pode ir o ódio nas redes sociais.
Um caso desses aconteceu com Lindsey Stone que estava viajando com os amigos Em uma cidade, passam por um cemitério militar, cuja entrada está decorada com uma placa em que se lê: “Silêncio e respeito”. Então ela decide tirar uma foto, onde a mesma está mostrando o dedo do meio a foto é postada e viraliza, após isso ela começou a receber diversas mensagens mensagens de ódio e ameaças de morte, tempo depois ela perdeu o emprego meses depois ela desenvolveu depressão e se recusava a sair de casa
A vítima de um linchamento geralmente “cumpre a função ritual e sacrificial do bode expiatório”, escreve José Martins de Souza, sociólogo e professor da USP, no livro Linchamentos: a justiça popular no Brasil. Em seu levantamento, Martins estima que haja um linchamento físico por dia no País, e que, nos últimos 60 anos, cerca de um milhão de brasileiros tenha participado de pelo menos um to ou uma tentativa desse tipo.
A fim de reverter a problemática que envolve o discurso de ódio nas redes sociais, são necessárias algumas ações. Como o governo tentar orientar, por intermédio de palestras e debates em escolas, pois são instrumentos promotoras de criticidade, os jovens, que são os maiores usuários de redes sociais para tentar mostrar as consequências do linchamento virtual.