Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 28/09/2020
O trabalho escravo , infelizmente ainda é uma realidade para muitas pessoas no Brasil, e esse fato representa um problema que fere os direitos humanos explicito na Constituição Federal(CF/88), e sem dúvida deve ser combatido. Esse problemática do trabalho forçado, decorre da ausência do Estado no apoio à fiscalização, bem como, a má distribuição de renda no país, assim, comprometendo a educação básica dessa população.
Primeiramente, vale lembrar a Chacina de Unaí, onde os auditores-fiscais do Trabalho foram mortos em 28 de janeiro de 2004, quando se deslocavam para uma inspeção em fazendas na região. Os envolvidos foram condenados, mas 16 anos depois ainda estão recorrendo da sentença em liberdade. Isso evidência a necessidade de maior apoio do Estado na segurança desses profissionais.
Depois, cabe frisar que, a falta de investimentos financeiros em áreas afastadas, gera boa parte desse problema de aliciamento dos indivíduos, pois ocorre geralmente em regiões com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano), com pouca infraestrutura estatal, com pouca oferta de serviços públicos que esses trabalhadores são encontrados.
Ademais, segundo dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, revela que a maioria das vítimas são do sexo masculino e têm entre 18 a 24 anos de idade. O perfil dos casos também comprova que o analfabetismo ou a baixa escolaridade tornam o indivíduo mais vulnerável a esse tipo de exploração, sendo assim, facilmente enganados pelos aliciadores, com falsas promessas de ganhos melhores.
Diante do exposto, fica evidente a urgência de ações do Poderes Públicos, como o Ministério Público do Trabalho, Ministério da Educação e as Policias, Federal e Civis, para juntos combaterem a escravidão, através de operações planejadas e seguras de fiscalizações. Além disso, fomentar a melhor distribuição de renda e incentivar programas educacionais nas escolas, com ofertas de cursos técnicos, para que essas populações em riscos despertem o interesse em aumentar o grau de conhecimento, e assim, trocar a escravidão pela libertação.