Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 30/09/2020
Com a explosão da bolha da internet, e massificação do seu uso a partir dos anos 2000, o fluxo de informações e o processo de comunicação se tornaram instantâneos. Nesse viés, intrínseco a essa evolução, veio problemas como os linchamentos virtuais -caracterizado pela violência contra um, por uma multidão, com intuito de punir. Esses atos são motivados tanto pela falta de uma legislação virtual eficaz, quanto pela consciência coletiva sustentada pelo falso ideal de propriedade de julgamento.
A priori, a inexistência e ineficácia de políticas atuantes no combate ao linchamento virtual motivam à prática. Nessa lógica, essa problemática permanece na sociedade não apenas em âmbito digital, como também afetando as áreas profissional e familiar da vítima, bem como a saúde e bem estar, constitucio-
nalmente defendidos. Tal mazela, é considerada tão nociva, que de acordo com site g1 notícias, grandes “startups” da internet -Google, Instagram, Youtube e Facebook- juntaram-se para desenvolver tecnologias e esforços no combate aos discursos de ódio on-line. Essas medidas contrastam a gravi-
dade desse tipo de linchamento e explicitam iniciativas privadas em detrimento à inércia governamental.
Em segundo plano, o conceito de “justiça com as próprias mãos” também marca o peso dessa problemática. Isso é um fato, uma vez que o ato de julgar, mesmo sem propriedade, oferece senti- mentos de alivio e prazer por reduzir, consequentemente, e de acordo com reportagens na revista Veja, a identidade do outro a um erro cometido. Esses atos tem por frutos destrutivos, ainda, o sociologicamente nomeado como “cultura do cancelamento”, caracterizado como iniciativas sociais para ignorar tudo planejado, articulado e produzido por uma pessoa. Dentre tantos exemplos, cabe citar a escritora da saga Harry Potter, J. K. Rowling, por comentários infelizes contra transexuais. Assim, evidenciando a necessidade de politicas punitivas eficazes e não da agressividade das massas.
Logo, fica claro que é impreterível sanar as bases que motivam o comportamento dos linchamentos virtuais. Para tanto, os órgãos do Estado responsáveis pela tecnologia e educação devem, assim, elaborar um programa que feche pascerias com grandes empresas tecnológicas como as supracitadas. Tal projeto, irá punir praticantes de discursos de ódio através de um “software”, usado por essas corporações, para detectar e, em seguida, denunciar automaticamente a uma delegacia especializada.
As punições devem variar de multas proporcionais à violência, até reclusão social. Dessa maneira, por meio da tecnologia e esforços governamentais, o fito em acabar com essa mazela, somada à adição de ensino ético virtual ao alicerce educacional, será atingido.