Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 30/09/2020
Na série “Skam”, a personagem Sana planeja vingança contra outra jovem por via de linchamento virtual. De maneira semelhante ao seriado, no Brasil, o conceito de “cancelamento” está inserido nos ideais dos internautas, que viram “juízes” de valores, capazes de avaliar e julgar figuras. Nesse sentido, a impunidade contra crimes virtuais contribui para o avanço da problemática, consequentemente, o avanço de graves consequências a saúde mental de quem sofre os ataques.
Em primeira análise, cabe destacar que segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a “modernidade líquida”, vivenciada dentro das redes sociais fragiliza as relações, o que pode explicar a falta de empatia e agressividade com o outro. Além disso, é imprescindível a necessidade do estabelecimento de marco civilizado no meio virtual, assim como na realidade, aplicar punição efetiva mediante injúria e calúnia.
Em segunda análise, vale ressaltar que os ataques, ainda que virtuais, afetam a mente do atacado. De acordo com o doutor em psicologia Leonardo Goldberg, a prática é uma atualização da reação popular desproporcional. Nesse panorama, caracteriza-se por um discurso nocivo que leva a problemas reais fora da internet, como depressão. Desse modo, para atenuar esses transtornos é preciso que os linchamentos sejam combatidos.
Portanto, urge que o Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Poder Judiciário, crie por meio de um projeto de lei entregue a Câmara de Deputados, assegurar as vítimas de ataques cibernéticos de modo a disponibilizar apoio psicológico e medidas protetivas. Afim de frear os impactos da gravidade dos linchamentos virtuais na sociedade atual.