Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 02/10/2020
Marco Aurélio Ferreira fez uma defesa que consiste em “quanto mais avança a tecnologia, mais respeitado será o ser que se mantiver humano”, esse pensamento encaixa-se perfeitamente na atualidade, principalmente no quesito de linchamento virtual, no qual, as pessoas perdem sua humanidade e tornam-se “monstros” para julgar alguém. Nesse sentido, é preciso estratégias para reversão desse problema, que possui como causas a falta de punição, a facilidade de se esconder por atrás de um usuário falso e a crença de que tem direitos de julgar alguém por estar na internet.
Em primeiro lugar, pode-se pontuar juntamente, a falta de punição com a facilidade de se esconder. Existem diversas leis que defendem internautas, porém há a possibilidade de se encobrir, no qual dificulta muito o descobrimento de quem está por trás de um determinado discurso de ódio. Dito isso, é necessário que a política de cadastramento em redes sociais seja mais burocrática, como por exemplo, exigir a comprovação de um RG.
Por fim, a crença de que pode-se julgar, xingar e linchar uma pessoa por ela ser pública, é usado como justificativa de agressores virtuais. Este comportamento está fora de controle, jovens estão ingerindo remédios tarja preta e fazendo tratamentos psicológicos para suportarem toda essa pressão. Internautas não irão parar até alguém se suicidar por conta de seus atos. Pode-se ressaltar com a frase de Arnaldo Jabor, que diz “Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros”.
Portanto, além de “hashtags” e campanhas para incitar o bem e minimizar o “cancelamento” virtual, o governo, em parceria com redes sociais deve promover políticas de cadastramento mais rígidas, no qual há necessidade de documentos que comprovam a existência de tal internauta, assim evitariam diversos casos de linchamento virtual sem solução por não conseguir saber quem está por trás da tela, poupariam a saúde mental de diversas pessoas e existiriam punições rígidas para o agressor virtual.