Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 04/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os linchamentos virtuais apresentam barreiras, que dificultam a concretização dos planos de more. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de uma sociedade empática, quanto da escassez de fiscalização contínua dessas redes sociais. Assim, é fundamental analisar as consequências desse mal para comunidade brasileira.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a internet foi criada com objetivo de ajudar a comunidade e não  prejudicá-la. Analogamente, recentemente viralizou o caso da cantora brasileira Luísa Sonza, que assumiu seu relacionamento com o cantor Vitão, e depois dessa declaração vem sendo ameaçada e brutalmente desmoralizada por internautas. Desse modo, sintetiza-se que no Brasil, a falta de uma sociedade empática influência diretamente e negativamente a vida de milhares de pessoas todos os dias,  deixando-as suscetíveis a desenvolverem doenças como depressão ou até mesmo suicídio.

Ademais, é imperativo ressaltar a relevância de uma fiscalização contínua nas redes sociais como Instagram, facebook e Twitter -principais promovedores dos discursos maldosos-. No trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade diz no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Nesse viés, percebe-se que o policiamento ativo, tem como objetivo erradicar pessoas que desenvolvem comentários tenebrosos na internet, visando melhorar as relações entre internautas.

Torna-se evidente portanto que os linchamentos virtuais é grave e exige soluções imediatas. A escola instituição formadora de valores, com as ONGs( Organizações não governamentais), devem informar a população sobre a ausência de uma sociedade que se preocupa com o bem estar do outro virtualmente, por meio de palestras ministradas por psicólogos a fim de conscientizar a sociedade. Além disso, a mídia deve noticiar a questão instigando debates sobre a falta de acompanhamento ativo , visando diminuir o aumento massivo dos discursos de ódio, por meio de jornais e  programas com a finalidade de criar protestos -saudáveis-, para mobilizar o Estado a cumprir a lei da Declaração dos direitos humanos que diz “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”. E só assim a verdadeira coletividade nacional alcançara a utopia descrita por more.