Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 03/10/2020

A Revolução Técnico Científica, período de intensa inovação tecnológica, ocorreu o aprimoramento da internet, promovendo a interação mundial de maneira prática e instantânea, porém trazendo discursos de ódio em algumas ocasiões. De maneira análoga, esses atos nocivos somente evoluíram, nos quais são vistos em qualquer tipo de publicação cibernética, pois as pessoas preferem difamar as outras ao invés de criar uma crítica construtiva acerca das coisas, disseminando uma má educação. Assim, é possível afirmar que as raízes históricas e a consequente educação inadequada são os principais motivos para os linchamentos virtuais.

A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que acontecimentos maléficos do passado podem perdurar na contemporaneidade, como os atos nocivos cibernéticos, provenientes de uma má construção acerca do uso correto dos meios virtuais. Analogamente, o escritor italiano Umberto Eco dizia que: “As redes sociais deram voz aos imbecis”, com o intuito de mostrar a toxicidade da internet na sociedade, promovendo o aumento progressivo do discurso de ódio em publicações privadas e públicas. Dessa forma, para que ocorra a diminuição dos linchamentos virtuais, faz-se necessário o rompimento com a ideologia proveniente do aprimoramento da internet.

Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais  poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo da educação em qualquer ato que seja nocivo à sociedade, que é o caso das práticas difamatórias no meio virtual, afetando o psicológico individual e, consequentemente, o coletivo. Além disso, esses inúmeros atos de ódio são visíveis em todas publicações na internet, sendo uma constatação da inadequada educação digital proferida às pessoas que praticam esses discursos maléficos. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educativas digitais, em prol do bem social.

Portanto, é perceptível que a Revolução Técnico Científica deixou vertentes históricas digitais inadequadas, maximizando a má educação. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover propagandas nos meios midiáticos, com o objetivo de demonstrar a nocividade que a internet pode apresentar para as pessoas, afetando o psicológico coletivo e promovendo a mudança de comportamento da sociedade, por meio de educadores e psicológicos renomados, com o fito de ensinar a maneira correta de realizar uma crítica construtiva e, consequentemente, a diminuição do discurso de ódio na contemporaneidade mundial. Ademais, essas palestras devem carregar os ideais de Mandela e Umberto Eco, que é uma educação para mudar a mentalidade dos imbecis.