Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 04/10/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos prevê para todos os indivíduos, o direito ao respeito e ao bem-estar social. Entretanto, o aumento exagerado no número de linchamentos virtuais presente no mundo contemporâneo impede que essa lei seja exercida na prática. Isso acontece devido não só à negligência governamental, como também, à exposição excessiva nas redes sociais por parte dos usuários. Deste modo, medidas são necessárias para reduzir a perpetuação dessa problemática.

Cabe ressaltar, a princípio que a displicência do governo para com os crimes virtuais atua como uma agente perpetuadora da onda de violência nas mídias digitais. Destarte, segundo a G1 o Brasil ocupa o nono lugar na economia mundial. Tendo isso em vista, seria correto afirmar que o país investe o necessário na educação digital. No entanto, é possível notar inúmeras pessoas vulneráveis a se tornarem linchadoras devido à falta de ensino que as influenciem positivamente a lidarem de forma correta e respeitosa com as informações da internet. Haja vista que, por trás de cada perfil virtual existe alguém com família, medos e sentimentos.

Outrossim, vale salientar que a carência de penalidades para crimes digitais e a exposição exagerada também influencia diretamente na propagação de ódio nas mídias. Sendo assim, diariamente milhares de pessoas sofrem ataques por linchadores virtuais que se autoproclamam juízes da internet. Isso acontece devido à falta de consequência cabível ao tamanho do crime, o que faz com que as pessoas enxerguem a internet como “terra de ninguém”. Em suma, o quadro se torna mais agravado através da exposição excessiva nas redes sociais, o que torna os milhares de usuários suscetíveis a se tornarem alvos de intolerância a cada postagem diária.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar esse problema. Dessa maneira, o Estado deveria decretar novas leis através de políticas públicas para que houvessem maiores penas que freassem as ações dos usuários que propagassem ódio virtual sem receio das consequências. Bem como, o Ministério da educação deveria investir em programas educacionais através das redes sociais, para que os usuários pudessem entender as consequências do mau uso da internet e, deste modo, fosse reduzido o número de exposições diárias. Espera-se, que através dessas medidas seja alcançada uma sociedade empática e com uma considerável redução no número de linchamentos virtuais.