Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 07/10/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure a liberdade de expressão como direito de todos os cidadãos, nota-se que, na atual realidade brasileira esse artifício é utilizado como mecanismo de linchamento virtual por diversos internautas. Isso ocorre tanto pelo anonimato nas redes sociais quanto pelo julgamento dos “juízes” da internet, caracterizando um sério problema social.
Em primeira análise, é importante pontuar, que todos estão sujeitos a enfrentar o linchamento virtual, por exemplo, a ex-youtuber Kéfera Buchmann foi duramente reprimida nas redes sociais após fazer um comentário sobre Deus, sofrendo linchagem por parte de alguns cibernautas. Nesse sentido, o jornalista Carlos Heitor Cony afirma que “a internet é poluidora, não no sentido ecológico, mas sim espiritual”, pois, essa atitude é um meio de propagação de ódio que pode afetar o psicológico de um indivíduo.
Ademais, pode-se dizer que, essas atitudes são motivadas pelo fato da internet ser considerada uma “terra sem lei” onde cada um expressa sua opinião sem se importa com quem irá ler do outro lado da tela, culminando em uma série de discursos de ódio e gerando o famoso “cancelamento”, que facilita o crescimento dos casos de depressão e ansiedade em várias pessoas.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver a questão do linchamento virtual. O Ministério da Tecnologia, como instancia máxima de administração da comunicação e inovação no Brasil, deve fiscalizar e combater esses atos, por meio de palestras, em parceria com os veículos de comunicação, a fim de que essas atitudes possam ser mitigadas no meio digital. Somente assim, será possível evitar impactos negativos causados por esse comportamento e reverter esse cenário.