Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 09/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto o linchamento virtual dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da negligência estatal quanto da falta de conscientização popular.

Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base na Declaração dos Direitos Humanos prevê o direito à segurança e ao bem-estar social. Dessa forma, a continuidade do embate fere a legislação e demonstra a incapacidade estatal de promover políticas públicas que coíbam a continuidade de tais ações, por meio de investigações e alteração na legislação para oferecer mais segurança ao cidadão. Tudo isso retarda a resolução desse quadro deletério.

Outrossim, Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo responsável seus atos. De maneira análoga, percebemos que os linchamentos virtuais tem como responsável a própria coletividade, que por sua vez não promove maneiras de desestimular tais ações, além de ser o responsável pela realização delas. Nesse sentido, é necessário que a sociedade mude seu posicionamento a fim de coibir tais ações.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para combater a problemática. Assim, o Ministério da Justiça deve modificar a legislação para coibir por meio de punições àqueles que praticarem tais ações, juntamente com o Ministério da Educação, promovam campanhas nas mídias sociais para instruir a sociedade maneiras de evitar a recorrência, a fim de promover o bem-estar social na internet. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.