Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 05/10/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito insofismável à segurança e ao bem-estar social. Contudo, ao analisar os linchamentos virtuais, vê-se que é indubitável o fato de que parcela da população (todas as vítimas) é impossibilitada de desfrutar desse direito universal na prática. Portanto, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A educação é o principal fator na economia de um pais. Hodiernamente, ocupando a décima-quinta posição na economia mundial, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos linchamentos e bullying virtuais. De acordo com os índices de disparidade de condições de vida entre quase miseráveis e milionários no mesmo Brasil, é inadmissível que um país que abarque tantas riquezas naturais…
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de educação moral e ética como impulsionador do problema. Como já citou o filósofo prussiano Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Destarte, a educação é um fator primordial para a erradicação da violência no Brasil. Afinal, o que molda o indivíduo e suas ações são as referências que tem de o que é certo ou não.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com Ministério da Cidadania realize uma ampla divulgação midiática por meio de propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Nesse sentido, o intuito de tal ação é que, as vítimas que até então sofrem, injustamente, as consequências de atos irresponsáveis de terceiros, possa desfrutar de segurança e bem-estar social. Somente dessa forma, o Brasil poderia, gradativamente, superar o infortúnio.