Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 06/10/2020

O filósofo GK Chesterton disse que “ter o direito de fazer uma coisa não é, em absoluto, estar certo em fazê-la. Assim sendo, a sociedade brasileira usa as redes sociais (pela facilidade de interação que elas possuem) para fazer linchamentos virtuais e levar os problemas sociais para o mundo virtual, o que atrapalha não só as mídias, como também a saúde mental das pessoas linchadas.

A priori, é imperioso destacar que os linchamentos estão ligados à uma bolha social vivida no século XXI. Isso porque, a internet criou um pensamento politicamente correto e quem não entrar dentro do padrão torna-se inimigo virtual. Esse panorama se evidencia, por exemplo na sociedade brasileira que, após a influencer Bianca Andrade não ter apoiado a causa das mulheres dentro da casa do Big Brother Brasil foi linchada no twitter. Dessa forma, ela se tornou a personificação de um problema atual foi levado aos meios digitais

Outrossim, é importante salientar que a apresentadora britânica Caroline Flack não suportou a repercussão negativa do término do namoro e após ser linchada na internet cometeu suicídio. Dessa maneira, na sociedade brasileira a violência virtual se torna um problema pois, o Brasil é um dos países com maiores índices de depressão no mundo e o linchamento na internet pode desencadear distúrbios mentais nas pessoas afetadas e atingir não só o virtual, como também a vida real dos cidadãos.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, o Ministério da Justiça deve, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados não deixar impune os agressores virtuais que fazem os linchamentos, a fim de evitar que se espalhe a agressão na internet. Ademais, faz-se necessário que o Ministro da Saúde ofereça tratamento psicológico as pessoas que foram atingidas para que a saúde mental delas não seja prejudicada. Desse modo, a sociedade brasileira entenderá que nem tudo o que publica-se na rede social é, em absoluto, o certo a se fazer.