Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 06/10/2020

Liberdade em Colaboração é feita com humanos. A violência reside na falta de incompreensão da existência da diversidade histórico-social. Nossa diversidade brasileira mobiliza a sermos mais criativos perante a cultura do discurso do ódio.

Considerando a nossa formação brasileira multicultural pelos povos indígenas, europeus, africanos e asiáticos é fundamental tiramos lições ao futuro de nossos laços humanos. Em nossa rotina por ruas, avenidas, estabelecimentos físicos e virtuais se constituem por relações de aproximação e fronteiras sobre a diversidade de povos que convivem em territórios muito próximos.

Gostos, hábitos e transformações são resultados da enorme capacidade humana e contornar adversidades, podendo em colaboração gerar pertencimento e separação de grupos de modo saudável. Para um maior vivenciar deste horizonte necessitamos contornar políticas de intolerância constituídas pelo medo, crenças de exclusão de grupos minoritários em representatividade social e cultural.

A necessidade de contornar a gravidade das situações de linchamento demanda ações mais ousadas, feitas pelos sujeitos que são também reféns da violência que sujeita as pessoas a condição de inferioridade e solução de problemas rápidos. Meios como a escola, ambientes virtuais de formação de debates, interação social sobre as raízes e projeção dos problemas conduzem a necessidade de reinventar papéis sobre o contexto.  Por isso mesmo, a literatura, a arte, a ciência e a enorme diversidade de se fazer com as diversidade humana reforça novos modos de ser e aproximar-se daquilo que se deseja em cooperação social.

Desse modo, podemos sair da lógica da dependência da certeza das paixões limitantes para um desconhecimento mais integrador, pautado ao desejo de oferecer espaços e contextos onde cada etnia possa expressar-se a partir dos próprios valores contribuindo para a redução da violência e com novos afetos possíveis um horizonte mais humanizador.