Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 14/10/2020

Com a chegada das redes sociais no século XX e a sua elevada propagação no século XXI, a sociedade foi beneficiada com vários benefícios advindos desse novo meio de comunicação, como a facilidade de comunicação com pessoas que estão longe. Entretanto, uma prática hostil a nossa sociedade vem se tornando comum nesse meio, a difusão de ataques de ódio nesse meio. Faz-se necessário, portanto, debater as causas e as consequências dessa prática, com o intuito de ameniza-la.

Primeiramente, um dos grandes problemas das redes sociais é a falta de contato com o outro, mensagens textuais são mais impessoais e distantes que uma conversa frente a frente com outra pessoa, com isso se torna muito mais fácil fazer um comentário ofensivo à uma pessoa que não é vista. Juntando isso com a liberdade que as redes sociais oferece, muitos usuários aproveitam a oportunidade para virarem verdadeiros juízes da internet julgando e criticando pessoas que elas não gostam ou simplesmente não concordam.

Ademais, ainda convém lembrar os possíveis danos psicológicos e pessoais nas vítimas dessa terrível prática. Como é mostrado no documentário “O Dilema das Redes” da Netflix, com o aumento do acesso as redes sociais, houve um aumento nas taxas de suicídio e de depressão entre os jovens. O ser humano não está preparado para ser julgado por todos e a todos os momentos, com isso o linchamento virtual, muito provavelmente, deixará marcas negativas na vida da vítima, ou até pior poderá leva-la a cometer suicídio.

Diante desse panorama, fica claro a necessidade de medidas para extinguir os linchamentos virtuais. Assim, os responsáveis por essas redes sociais devem, em parcerias com autoridades governamentais, nas medidas de fiscalização e de punição com seus usuários. Ademais, o Ministério da educação e da tecnologia devem, por meio de propagandas e avisos, orientar os mais novos, para que desde cedo aprendam a utilizar com responsabilidade as redes sociais.