Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 14/10/2020
“Hate” de acordo o dicionário inglês define-se por “sentir uma aversão intensa por (alguém)”, o que era uma palavra usada em algumas certas situações no vocabulário norte-americano, hoje tornou-se um subjetivo na língua portuguesa para definir comentários negativos para alguém que postou algo que pode ter sido ofensivo para outra pessoa.
Infelizmente, o linchamento virtual, válido lembrar que nem sempre causado por motivos racionais, não alcança apenas pessoas digitalmente, podendo até mesmo refletir na vida pessoal de quem o recebe, de ordem afetiva, emocional e até mesmo psíquica. Diferente do que é pregado pelo Estado do Direito, as redes sociais criaram sua própria política, em que todos são culpados até que se prove o contrário.
Podendo o ocorrer até mesmo pelos mais fúteis motivos e má interpretação de alguns internautas, porém com consequências inimagináveis como, ameaças de morte, o linchamento virtual tornou-se um novo método de tortura, em que ao invés de apedrejamento e violência física como nos tempos medievais, a vítima se vê cercada de anônimos, pessoas sem rosto, atacando com injúrias, ofensas e mentiras.
Contudo, considerando as mídias sociais como parte do nosso dia a dia, seria impossível influenciar o desuso, porém é necessário que sejam desenvolvidas novas políticas de uso em que é recomendado idade mínima para uso de certas ferramentas e desativação em caso de denúncias de comentários maliciosos, também criando uma cláusula para autorização de fiscalização de conteúdo postado, evitando que haja vítimas, e se caso houver, oferecer opções de medidas que podem ser tomadas para minimizar os danos causados.