Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 09/10/2020
O episódio queda livre de “black mirror” mostra uma realidade distópica onde a protagonista precisa agradar a todos para receber estrelas e consequentemente ser vista como uma boa pessoa, podendo assim usufruir de privilégios. Porém, ao decorrer da tragetória ela é excluída da vida social, se tornando só mais uma fracassada. Dessa forma, observa-se que as pessoas que a julgam se escondem por trás de um celular e poderiam encaminhá-la para uma doença como a depressão.
A priori, sabemos que as redes sociais são comuns no mundo atual. A problemática gira em torno do mal uso das redes. Quando alguém age de modo considerado errado, começa um julgamento virtual. Cada celular se torna uma capa de invisibilidade de Harry Potter, visto que muitos se escondem ou criam perfis falsos para participar desse linchamento.
Por conseguinte, a vítima desse ato se torna alguém a ser excluído, exilado. Tais ações podem resultar em crises de ansiedade e até mesmo de depressão, que atinge cerca de 5,8% de pessoas no Brasil, segundo a OMS. Como disse Isaac Newton, é preciso construir pontes e não muros, a sociedade do cancelamento destrói as pontes do diálogo quando não dá ao outro a chance de mudar, e constrói muros quando mancha a imagem da vítima.
Ademais, esse é um assunto pouco falado, no sentido de ser um risco para a vida virtual. Cabe ao Estado implementar uma rede de informação e de apoio através de publicações, para que as pessoas entendam que o linchamento virtual pode causar um suicídio e para que a vítima seja amparada, respectivamente. Dessa maneira, ficará exposto o mal que isso faz e que essa não é a função das redes sociais. Para que fique claro que não somos invisíveis e que esse ocultamento pode desencadear uma depressão ou até mesmo matar, não podemos desumanizar as pessoas como no episódio queda livre.