Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 06/11/2020
A partir da Revolução Industrial e Tecnológica, ocorreu uma grande mudança nas relações econômicas, empresariais e sociais na sociedade contemporânea . Nesse sentido, paralelamente a esse grande avanço, houve a presença intensa das redes sociais como forma de interação. Porém, o linchamento virtual é um problema desse era digital. Diante disso, deve-se analisar a ausência de segurança nos canais de comunicação e a falta de campanhas midiáticas, no sentido de promover o respeito mútuo.
Primeiramente, a ausência de segurança nos canais de comunicação é um problema atual. Isso decorre do aumento de usuários que difundem intimidação sistemática contra cidadãos, geralmente famosos, que postam fotos e vídeos em redes de entretenimento como o Facebook, Instagram e Twitter. Ademais, é também muito recorrente os comentários - feitos por pessoas comuns e anônimas - que desprezam indivíduos por uma atitude do passado, a exemplo, do ator Arthur Aguiar que traiu sua esposa. Nesse viés, vários perfis fizeram críticas desrespeitosas sobre um assunto que refere-se somente ao casal. Portanto, é importante que o Estado cobre dos empresários - donos dessas redes sociais - a criação de uma ferramenta bloqueadora de contas que disseminam hostilidades.
Em segundo lugar, a falta de campanhas midiáticas, no sentido de promover o respeito mútuo também é uma problemática. Consoante a Constituição de 1988, é garantido o direito de liberdade de expressão no tecido social. Entretanto, atualmente, é muito comum a utilização dos aparelhos digitais com fins de linchamento virtual, embora as legislações brasileiras incluem como direito democrático, apenas os discursos que garantem a dignidade psicológica do indivíduo comum. Outrossim, notícia do site G1, afirma aumento de aproximadamente 30% de discursos de ódios nas redes virtuais, após o ano de 2018. Logo, a Mídia deve criar propagandas educativas, a fim de exaltar a importância dos direitos individuais do cidadãos como, à segurança.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para sanar com esse impasse. Por isso, o Estado deve impor dos donos das redes sociais, a criação de um órgão fiscalizador virtual, para bloquear e penalizar os usuários que disseminam ódio nesse espaço, por meio do apoio das delegacias especializadas em crimes digitais. Como também, fazer parcerias com a Mídia brasileira na intenção de criar propagandas informativas sobre respeito mútuo, a exemplo das divulgações existentes sobre racismo e homofobia, no intuito de assegurar o uso consciente das redes de entretenimento social.