Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 20/10/2020
Anitta, Gabriela Pugliesi, Emma Watson. Tal tríade ilustra celebridades que foram vítimas do linchamento virtual, cada vez mais constante na contemporaneidade. Nesse sentido, o anonimato e sensação de impunidade proporcionados pela internet aliado ao advento das redes sociais, são fatores que corroboram para a disseminação da cultura do cancelamento. Dessa forma, fazem-se prementes estratégias para mitigar as sérias consequências dessa atitude.
Nesse contexto, todos os participantes do Big Brother Brasil 2020 foram, de alguma forma, “cancelados” por expressarem suas opiniões dentro e fora do programa, pois muitas delas não favoreceram o ponto de vista de grande parte dos internautas. Partindo desse acontecimento, observa-se umas das principais causas desse cancelamento, a diversificação de opiniões acerca de um determinado assunto. Nesse viés, o surgimento e avanço da tecnologia têm intensificado os discursos de ódio que “os linchadores” por sofrem frustrações resultam em descontar por meio de ofensas nas vítimas. Além disso, muitas pessoas agem com falta de empatia e respeito ao próximo, sem aceitar a opinião alheia, tendo a vontade de criticar o outro. Desse modo, é inegável que a implantação das redes sociais na sociedade, reflete em atitudes maliciosas.
Nessa perspectiva, a obra de Michel Foucault, “Vigiar e Punir” popularizou o conceito do panóptico, uma construção que permite vigiar as pessoas e puni-las caso cometam algum erro. Analogamente, na contemporaneidade, quando uma parcela da população discorda com uma certa pessoa, ela será criticada. Entretanto, essa criticidade desnecessária resulta em grandes consequências como tristeza, ansiedade, que pode terminar em algo mais grave como depressão e doenças psicológicas, mexendo com a saúde mental da vítima. Ademais, os impactos não ocorrem apenas com a vida pessoal dos indivíduos criticados, mas podem suceder efeitos negativos na vida profissional, com a perda de emprego e até de patrocínio. Assim, é indiscutível que essa palavra deve ser mitigada do vocabulário da população global.
Depreende-se, portanto, que o advento das redes sociais, associado ao anonimato e sensação de impunidade proporcionados pela internet, têm agravado o linchamento virtual e causado grandes impactos sociais. Logo, faz-se imperioso, que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações promova palestras on-line por meio de vídeos em suas plataformas digitais sobre as consequências da cultura do cancelamento, com o intuito de amenizar tais efeitos, a fim de formar cidadãos mais conscientes, empáticos e respeitosos.