Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 22/10/2020
Em meados do século XXI é de conhecimento geral a importância da internet e como esse meio universal tem sido essencial a vida de todos, entretanto esse meio nem sempre vêm a nos proporcionar momentos agradáveis, pois ao entrar no mundo virtual nos encontramos suscetíveis a qualquer tipo de posicionamento divergente. No caso de pessoas públicas, essa situação é ainda mais intrigante, pois são atingidos constantemente por críticas e fofocas.
Segundo o cientista Albert Einstein “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”, diante desse pensamento devemos lembrar que todos os seres humanos são livres e dotados de direitos , e um deles é o de expressão. Todos os indivíduos tem direito a liberdade, mas quando criamos polêmica usando um comentário que não condiz com nossas crendices, estamos reafirmando o pensamento de Einstein, pois deixamos a nossa humanidade e empatia de lado.
Ao apontar o dedo para o erro de alguém, quatro dedos se voltam para a gente , a sociedade se encontra tão preocupada em mostrar o erro dos outros, que deixa de lado os seus próprios erros. Há uma grande diferença entre discutir o pensamento, e apedrejar alguém. Pensamos muitas vezes que isso não vai afetar ninguém, mas alguns comentários dói mais do que atos físicos. Existe uma diferença entre contra-argumentar para mostrar o quão ruim foi aquele posicionamento e outra bem diferente é a perseguição e a difamação
Certamente lembremos que para uma vítima de um linchamento é acarretado uma porrada de consequências como: perda de emprego, depressão, ameaças, violências físicas e até suicídios. Portanto os internautas que queiram exercer o seu direito à liberdade de expressão, devem ter cautela para não ferirem a dignidade humana.
Em virtude dos fatos apresentados ressaltamos que segundo a constituição federal temos sim liberdade de expressão, mas liberdade é diferente de propagação de ódio. Devemos exercer campanhas para conscientizar as pessoas das consequencias desses atos, além dos progrmas midiáticos adotar ferramentas que excluam comentários que venham a ferir a dignidade humana.