Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 25/10/2020
A justiça virtual que não é justa
A internet é uma ferramenta incrível. Possui uma diversidade muito grande de recursos que servem para diferentes aplicações, além de ser uma boa forma de buscar lazer. Dentre essas formas de lazer, as redes sociais são uma delas, e vem ganhando muito destaque nos últimos anos. É lá onde as pessoas conseguem compartilhar um pouco de sua vida, interagir com amigos ou desconhecidos e se distrair da pressão do dia a dia. Porém dentro dessa rede virtual também ocorrem algumas situações desagradáveis, e que podem acabar virando um grande problema dependendo do contexto em que estão inseridas. Uma dessas “situações desagradáveis” provém do senso de justiça que os usuários dessas redes foram tomando diante de certas polêmicas. Os famosos “juízes da internet”, que seriam essas pessoas que julgam os atos de outras de acordo com o que acham certo, e que também pode ser chamado de linchamento virtual.
O linchamento virtual é basicamente quando um grupo de pessoas condena alguma outra pessoa após a mesma ter feito alguma postagem ou compartilhado algo com apologia a certo tema, que na maioria das vezes são temas duvidosos. O principal motivo que faz com que esse linchamento exista, é pelo fato de que dentro da internet é muito mais fácil se manter anônimo e evitar sua exposição, o que faz com que as pessoas não se importem muito com as consequências de seus atos. Por isso tudo o que você posta está sujeito a virar um palco de discussão na internet. E por mais que quem pratique o tal linchamento ache que está fazendo um bem maior “punindo os malfeitores”, na verdade só estão contribuindo para espalhar mais ódio de uma maneira desnecessária.
Não cabe a nós julgarmos o que é certo ou errado, ainda mais desta maneira. O maior erro desta pratica está em querer criticar a pessoa em si, e não sua atitude. Pois se uma pessoa faz algo que é considerado errado dentro dos valores éticos e morais, essa pessoa deve sim ser conscientizada de que cometeu um erro, mas o problema está justamente em fazer isso da maneira certa. Aqueles que tentam tanto fazer justiça, é que estão na verdade errados.