Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 29/10/2020
Os discursos de ódio, nas redes sociais, tornaram-se uma prática recorrente para a disseminação do racismo, xenofobia, homofobia. Dentre tantos fatores relevantes, há a não aceitação do diferente em detrimento das ideologias idiossincráticas de cada um. É necessário aferir, entretanto, até que ponto apenas essa situação é responsável, de fato, uma vez que a ausência de leis específicas para crimes cibernéticos tem contribuído para a ocorrência desse fenômeno social.
Assim, o crescimento acelerado de crimes como o “bullying” tem relação direta com o avanço da internet. Para o advogado Alexandre Atheniense, o “cyberbulling” “vem crescendo graças ao avanço das redes sociais”. Nesse sentido, crimes que antes se limitavam à pequenas esferas sociais (como o “bullying” na escola) agora se expandem e atingem as pessoas dentro de suas casas, por meio da internet.
Dessa forma, outros crimes, como por exemplo o racismo, ganham gradativamente mais espaço e visão. Movimentos como o que ocorreu em Charlostiville em 2017 (uma grande manifestação popular racista) têm utilizado a internet como uma maneira de encontrar pessoas que compartilham do pensamento discriminado. Assim, a internet se tornou um dos métodos de disseminação de ideias racistas e “ponto de encontro” de pessoas com essa ideologia.
Dessa forma, é possível perceber que as relações de convivência humana, principalmente no meio virtual, se dão por princípios nos quais o respeito às diferenças são postos de lado, em razão de uma ideologia própria. Portanto, cabe às empresas privadas, como Facebook e Twitter, promover campanhas de conscientização, em todo o mundo, por meio de suas redes sociais com o intuito de alertar aos seus usuários sobre as graves consequências de seus comentários. Como por exemplo, um dia para recordar as vítimas desses discursos que, infelizmente, crescem a cada dia.