Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 28/10/2020

O linchamento está intrínseco nos atos humanos como uma forma de justiça desde a idade média. Nesse período histórico execuções de infratores aconteciam em praças públicas, tendo um valor semelhante ao entretenimento. Logo, a cultura do cancelamento nas redes sociais é a forma contemporânea na qual a sociedade continua praticando a justiça feita pelas próprias mãos, ou por outro lado disseminando ódio e intolerância.

Inicialmente, o linchamento virtual tem ganhado muito espaço nas redes sociais devido a enorme exposição dos usuários, e a necessidade de justiça. Porém, esse sentimento de impunidade frequentemente ultrapassa a liberdade de expressão e torna-se também um ato criminoso. Logo, inicia-se um ciclo vicioso de infrações sem punições, o que ressalta a descrição da internet como a terra de ninguém.

Ademais, a cultura do cancelamento no âmbito virtual é demasiadamente prejudicial. Pois, cerce a liberdade de expressão ou até mesmo a usa como autorização para agredir e difamar. Essa nova forma de justiça não só dissemina a intolerância mas também acarreta diversos problemas mentais, como a depressão, ansiedade e até mesmo pode instigar o suicídio por causa da exclusão. Também, ao livre julgamento, diariamente pessoas inocentes são atacadas pela comunidade.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para acabar com a impunidade da internet e atenuar a violência dos usuários. Logo, é imperativo que o poder legislativo em parceria com o poder executivo elaborem leis contra os crimes cometidos virtualmente, e também monitore essas ações. Para tal feito, será preciso a criação de órgãos de denúncias que sejam eficientes, mas que não cerce a liberdade. Logo, iniciando essas medidas será possível atingir o objetivo de acabar com a cultura do cancelamento.