Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 29/10/2020
A Revolução Industrial foi um marco para toda sociedade mundial, já que trouxe muitas inovações que se tornaram extremamente úteis e até mesmo indispensáveis para muitos. Com efeito, hodiernamente, vive-se na Era da Informação, que é consequência da constante vontade do ser humano em revolucionar e criar ferramentas que se tornem aliadas à ele em seu cotidiano. Porém nem sempre trazem só benefícios, um grande exemplo são as redes sociais, que são conceituadas como terra de ninguém e seus usuários acabam por ter atitudes intolerantes, que têm como resultado danos de ordem afetiva, emocional e psíquica.
É relevante abordar, primeiramente que as redes sociais estão presentes na vida de uma parcela expressiva de quase todos os países do mundo . Tal fato implica milhões de pensamentos divergentes, histórias de vida diversas mas, principalmente, opiniões diferentes. Portanto, fica evidente que debates e conflitos irão existir. Mas para que ocorram, devem ser respeitosos e acima de tudo empáticos. Entretanto não é o que mostra o crescente número de pessoas que estão sofrendo com transtornos psicológicos em decorrência dos linchamentos virtuais que recebem.
Paralelo á isso, é importante ressaltar que a base para que aconteçam os ataques - feitos pelos haters - é formada pela intolerância e pela vontade de ‘‘destruir’’ o que pensa diferente. Um exemplo disso é a trama narrada no episódio ‘‘Odiados pela Nação’’ da série da Netflix, chamada ‘‘Black Mirror’’. O indivíduo em questão postou nas redes sociais o que pensara sobre determinado e acabou morto. É possível, portanto, não só fazer uma analogia com a situação anterior a atualidade, mas também com a questão dos compartilhamentos feitos sem a mínima noção do conteúdo ali apresentado.
Infere-se, portanto, a premência em buscar soluções viáveis para resolver tal problemática. Para que se tenha uma solução imediata, é necessário que as empresas - proprietárias dos aplicativos em questão - desenvolvam um mecanismo filtrador, para que por meio da análise das palavras escolhidas para compartilhar sua opinião, haja menor disseminação de ódio nas redes. Mas para haver a melhoria da condição futura, é mister que as escolas - instituições formadoras de opinião - promovam projetos, que, por meio de palestras multiprofissionais e aulas interativas, ensinem ás crianças a como se comportar no mundo virtual.