Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 28/10/2020
Na série “Black Mirror”, disponível na plataforma digital Netflix, em um de seus episódios relata uma história na qual a protagonista entra em estado depressivo após sofrer ataques ofensivos na internet. Fora da ficção, a realidade não se difere muito da série, pois se tem linchamentos virtuais e os cidadãos não sabem da gravidade desse comportamento na sociedade atual. À vista disso, os usuários do mundo internetês cometem essas ações pela falta de conhecimento a respeito do assunto e as precárias ações governamentais para combater o problema. Logo, medidas precisam ser tomadas.
Em primeira análise, vale salientar o desconhecimento das pessoas ao tratar-se dos perigos dos linchamentos virtuais. Consoante ao filósofo Socrates,“só age erroneamente quem desconhece a verdade”. Nesse viés, com a falta de informação dos internautas, pois, a mídia não divulga as consequências e os males que causam esses ataques, leva-os a agir de maneira incoerente, como os xingamentos odiosos e as ofensas, a fito de diminuir e constranger às vítimas. Desse modo, além de disseminar mais ações como essas, isso causa às vítimas doenças como a depressão.
Em segunda análise, vale ressaltar a falta de políticas públicas para combater os linchamentos na mídia. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, “a função do Estado é garantir o bem-estar social”. Contudo, a ausência de regras no mundo internetês agrava a controvérsia, isso porque os culpados não são punidos e alertados de suas errôneas ações. Dessa maneira, as vítimas não denunciam tal infração, o que acarreta a disseminação dos ataques nas mídias.
Portanto, existe em alta demanda dos linchamentos virtuais na sociedade atual. Urge, então, que o Governo- o qual tem o poder de regrar uma nação-, fiscalize os ataques odiosos nas redes sociais e adverta os culpados, através de inserção de políticas públicas e regras na internet, a fim de diminuir os linchamentos. Faz-se mister, que o Ministério da Educação disponibilize palestras socioeducativas, para sanar a desinformação dos cidadãos a respeito do assunto. Por conseguinte, cenas como vistas na série “Black Mirror” serão inibidas e amenizadas.